Starliner segue sem data clara para voltar ao espaço

A Starliner-1 segue sem data clara após falhas em 2024, enquanto NASA reforça missões da SpaceX para manter acesso à ISS.

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Foto da Starliner 2 se aproximando da Estação Espacial Internacional.
Foto da Starliner 2 se aproximando da Estação Espacial Internacional. Imagem: Wikimedia Commons

NASA e Boeing continuam comprometidas com a volta da Starliner ao espaço, mas o cronograma segue indefinido. A missão Starliner-1, sem tripulação, passa por revisão e pode demorar até um ano.

A discussão veio após a NASA classificar o teste tripulado de 2024 como um acidente do tipo A. O caso importa para a agência porque a cápsula deveria ampliar o acesso dos Estados Unidos à Estação Espacial Internacional.

A próxima Starliner ainda não tem data

De acordo com o Spaceflight Now, durante reunião pública do Painel Consultivo de Segurança Aeroespacial, nesta semana nos EUA, Kent Rominger atualizou o status do programa. Ele disse que NASA e Boeing analisam oportunidades para lançar a Starliner-1.

Rominger afirmou que as equipes ainda trabalham em pendências do voo Crew Flight Test. Elas também tratam pontos levantados pelo Equipe de Investigação do Programa.

“A NASA e a Boeing continuam trabalhando rumo à certificação tripulada da Starliner”, disse Rominger. Segundo ele, a próxima missão sem tripulação deve reduzir riscos e confirmar a prontidão para voos com astronautas.

O ponto crítico envolve o sistema de propulsão. A data de lançamento segue em revisão porque a equipe ainda precisa fechar questões finais nessa área.

O que deu errado no voo de 2024

A missão Crew Flight Test registrou várias anomalias. Cinco propulsores do módulo de serviço falharam durante a aproximação da cápsula com a ISS.

A falha obrigou Butch Wilmore a pilotar manualmente. A Starliner também apresentou vazamentos em sete dos oito coletores de hélio do módulo de serviço.

A cápsula enfrentou ainda a falha de um jato do sistema de controle de reação. A soma dos problemas mudou o plano de retorno dos astronautas.

A NASA retirou Wilmore e Suni Williams da Starliner para a volta à Terra. A agência integrou a dupla à missão Crew-9, da SpaceX.

O problema não foi só técnico

O relatório apontou desafios culturais e de liderança. Esses fatores reduziram o rigor técnico e ampliaram riscos no programa.

Entre as causas, o documento cita a postura contratual mais distante da NASA. Também aponta falhas de engenharia de sistemas na Boeing.

Rominger disse que o modelo de governança do Programa de Tripulação Comercial da NASA recebeu mudanças. A nova estrutura busca clareza de papéis e responsabilidades durante missões.

Ele afirmou que as equipes fecharam 72 observações de voo. Elas também encerraram 22 das 28 anomalias detectadas.

A ISS aumenta a pressão

A demora pesa porque a Estação Espacial Internacional deve operar pelo menos até 2030. O tempo útil da Starliner pode encolher antes da aposentadoria da estação.

Susan Helms, presidente do painel, citou vazamentos no segmento russo da ISS. Ela classificou o problema como um dos maiores riscos de segurança do programa.

Helms também mencionou equipamentos de caminhada espacial com mais de 40 anos. Segundo ela, existe um plano robusto de extensão de vida para esses sistemas.

SpaceX ganha mais missões

Em novembro de 2025, a NASA reduziu de seis para quatro o número definitivo de voos da Boeing à ISS. Em maio de 2026, a agência adicionou seis missões pós-certificação à SpaceX.

A justificativa incluiu atrasos da Boeing, desafios técnicos e necessidade de acesso contínuo à estação. A Crew-13 da SpaceX deve voar em setembro.

Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor-chefe, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

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