Grande asteroide passa perto da Terra em 27 de junho

O asteroide 1997 NC1 passará a 2,4 milhões de quilômetros da Terra e não oferece risco, mas terá atenção de astrônomos.

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Ilustração de um asteroide passando próximo da Terra.

Um grande asteroide vai passar com segurança pela Terra em 27 de junho de 2026. O objeto, chamado 1997 NC1, tem cerca de 1 quilômetro de largura.

A distância mínima será de 2,4 milhões de quilômetros. Isso equivale a quase 7 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

Por que esse asteroide chama atenção

De acordo com o EarthSky, o tamanho coloca 1997 NC1 em outra categoria de risco científico. Ele tem de 50 a 60 vezes a largura do meteoro de Chelyabinsk, que atingiu a atmosfera em 2013.

Aquele evento surpreendeu os observadores porque veio da direção do Sol. A explosão ocorreu a 29 quilômetros de altitude, sobre a Rússia.

A onda de choque quebrou janelas em seis cidades russas. Cerca de 1.500 pessoas buscaram atendimento médico, principalmente por ferimentos causados por vidro.

1997 NC1 não repete esse cenário. O objeto já tem órbita conhecida e vai passar longe o suficiente para eliminar qualquer risco de impacto.

A passagem será perto em escala astronômica

O sistema Near Earth Asteroid Tracking, em Haleakala, no Havaí, descobriu 1997 NC1. Ele pertence ao tipo Aten, grupo de asteroides com órbitas que cruzam a da Terra.

A combinação de tamanho e aproximação rendeu a classificação de asteroide potencialmente perigoso. Esse termo não significa perigo imediato.

Ele indica que astrônomos devem acompanhar o objeto com atenção. Grandes asteroides próximos da órbita terrestre entram em listas de monitoramento por defesa planetária.

A última passagem comparável ocorreu em janeiro de 2022, com o asteroide 1994 PC1. Ele passou a 1,98 milhão de quilômetros, cerca de 5 vezes a distância lunar.

O que aconteceria em um impacto

No caso 1997 NC1, um asteroide de 1 quilômetro, ele não se desintegraria como o de Chelyabinsk.

Ele atravessaria a atmosfera quase inteiro, a cerca de 32.000 km/h. O impacto vaporizaria o objeto e parte da região atingida.

A colisão abriria uma cratera de 10 a 15 quilômetros de largura. A profundidade passaria de 1,6 quilômetro.

Se caísse perto de uma cidade, destruiria prédios de concreto. Poeira, rocha pulverizada e fuligem chegariam à estratosfera.

Esse material poderia bloquear parte da luz solar por meses ou anos. O resultado mais provável seria uma crise alimentar global prolongada.

Radar pode revelar a forma do objeto

Astrônomos esperam fazer observações por radar, com o objetivo de estudar forma, tamanho, crateras e estrutura interna.

Cientistas usarão antenas de 34 metros em Goldstone, na Califórnia, nos EUA, nos dias 24, 25 e 27 de junho. As observações também incluem resolver dúvidas sobre diâmetro, tipo espectral e albedo óptico.

Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor-chefe, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

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