16 de setembro: Qual estrela está perto da Lua hoje à noite?

Vênus, a Lua crescente e a estrela Antares desenham uma linha de 36 graus no céu, e no dia seguinte a Lua chega a ocultar a estrela vermelha.

Adicione o Futuro Astrônomo no Google
Ao adicionar o Futuro Astrônomo no Google por meio deste link, você indica que gostaria de ver mais conteúdo nosso nos resultados da Busca do Google.
Ilustração da Lua próximo de Antares
Ilustração da Lua próximo de Antares

Na noite de 16 de setembro de 2026, a estrela Antares, da constelação de Escorpião, aparece ao lado da Lua. O par também ganha companhia extra de Vênus, formando uma linha no céu.

O alinhamento ocorre logo após o pôr do sol, na direção oeste do céu. Vênus aparece mais baixo, próximo do horizonte, enquanto a Lua crescente, com 33% de sua superfície iluminada, fica entre o planeta e Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião. Os três astros formam uma linha de cerca de 36 graus, equivalente a três punhos e meio fechados com o braço esticado.

No dia seguinte, a Lua chega a ocultar a estrela para poucos observadores no Hemisfério Sul.

Antares é uma supergigante vermelha com cerca de 15 vezes a massa do Sol, localizada a 550 anos-luz da Terra. Essa distância e massa explicam sua cor avermelhada, visível a olho nu mesmo sem binóculo ou telescópio.

Mapa do céu em 16 de setembro de 2026 (Crédito: Stellarium)
Mapa do céu em 16 de setembro de 2026 (Crédito: Stellarium)

A Lua se aproxima ainda mais de Antares na noite seguinte

Em 17 de setembro de 2026, a Lua fica ainda mais próxima de Antares no céu.

Neste dia, a Lua passa diretamente na frente de Antares e encobre a estrela por alguns minutos, um fenômeno chamado ocultação. Porém, apenas uma parte do sul da Austrália e da Antártida está na faixa de visibilidade do evento. Na Austrália, a ocultação ocorre no fim da noite, perto do horário em que a Lua se põe.

Já no Brasil, na manhã do dia 17, a Lua chega a passar a 0,5º de Antares.

Saturno se aproxima da oposição

Saturno também está em destaque nesta semana, próximo da chamada oposição, quando a Terra fica exatamente entre o planeta e o Sol. Nessa configuração, o planeta nasce pouco depois do pôr do sol e fica visível a noite inteira.

Um telescópio revela com facilidade os anéis de Saturno, inclinados cerca de 10 graus em relação à linha de visada da Terra. Quem observa do Hemisfério Sul tem a visão mais direta dos anéis.

Júpiter e Marte no céu da madrugada

Antes do amanhecer, Júpiter e Marte dividem o céu a leste. Uma hora antes do nascer do sol, o planeta segue seu trajeto em frente à constelação de Câncer e já revela faixas de nuvens e as quatro maiores luas por telescópio.

Marte atravessa a constelação de Gêmeos e fica abaixo e à direita de Pólux, uma das estrelas gêmeas que dão nome à constelação.

Outros planetas completam o cenário desta semana:

  • Vênus aparece logo após o pôr do sol.
  • Saturno e Netuno ficam visíveis do fim da noite até o amanhecer.
  • Urano surge nas últimas horas antes do amanhecer.
  • Júpiter e Marte aparecem pouco antes do nascer do sol.

Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor-chefe do Futuro Astrônomo. Astrônomo amador há mais de 30 anos, cobre descobertas científicas, missões espaciais e observação do céu desde 2002, quando lançou um dos primeiros blogs de astronomia do Brasil. Tem formação em jornalismo e está se especializando em planetologia. Também é fã de Star Trek.

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *