Aurora vista da Estação Espacial impressiona por brilho intenso

Astronauta Sophie Adenot fotografou uma aurora austral intensa da Estação Espacial, com tons verdes, roxos e vermelhos sobre a Terra.

Siga o Futuro Astrônomo no Google
Ao seguir a gente no Google por meio deste link, você indica que gostaria de ver mais conteúdo nosso nos resultados do Google Notícias.
Aurora austral captada pela astronauta da ESA Sophie Adenot.
Aurora austral captada pela astronauta da ESA Sophie Adenot. Imagem: ESA

A astronauta francesa Sophie Adenot registrou uma aurora austral a partir da Estação Espacial Internacional e compartilhou em uma postagem no X. A imagem mostra faixas verdes intensas sobre a Terra, com brilho roxo e vermelho envolvendo a atmosfera.

O registro mostra um fenômeno conhecido do solo por outro ângulo. Vistas da órbita, as auroras revelam a ligação direta entre o Sol, o campo magnético terrestre e a alta atmosfera.

A aurora vista de cima

As auroras surgem quando partículas carregadas vindas do Sol alcançam a Terra. Esse fluxo constante recebe o nome de vento solar.

Ao interagir com a atmosfera, essas partículas produzem luz em diferentes cores. Do solo, o fenômeno pode aparecer como faixas verdes, vermelhas, roxas ou multicoloridas no céu noturno.

Da Estação Espacial, a astronauta não viu apenas luzes no céu. Ela observou o fenômeno se espalhando abaixo da órbita da estação.

O que Sophie Adenot fotografou

Adenot está a bordo da Estação Espacial Internacional na missão εpsilon. Durante a passagem orbital, ela observou a aurora austral, nome dado às auroras do Hemisfério Sul.

No Hemisfério Norte, o mesmo tipo de fenômeno recebe o nome de aurora boreal. A física básica permanece a mesma, mas a localização muda.

Na foto, redemoinhos verdes aparecem sobre uma névoa roxa brilhante. A Terra também surge envolvida por um tom vermelho intenso.

O detalhe é que o brilho avermelhado aparece até na parte externa da Estação Espacial.

Por que a imagem chama atenção

Astronautas em órbita não apenas fazem experimentos e observações. Eles também compartilham a experiência quase em tempo real com pessoas na Terra.

“Dia 127, órbita 1968. Aquela aurora foi absolutamente espetacular”, escreveu Adenot, de acordo com comunicado da ESA. Ela descreveu o fenômeno como algo que tremulava e se movia abaixo da estação.

Segundo a astronauta, a aurora se estendia até onde a vista alcançava. Ela também afirmou que o brilho iluminou a estação em tons de verde.

Um fenômeno bonito e científico

O planeta recebe partículas solares o tempo todo. As auroras revelam essa interação de forma visível, pois transformam processos invisíveis do clima espacial em luz na atmosfera.

Adenot afirmou que a tripulação já tinha visto várias auroras desde o começo da missão. Esta, porém, ficou em outro nível de intensidade.

O brilho foi tão forte que superou as configurações comuns da câmera usada pela astronauta. A tripulação acabou disputando bons lugares nas janelas da estação.

Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor-chefe, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *