Tripulação da Artemis 2 pode receber medalha por voo lunar
Projeto quer homenagear os quatro astronautas que fizeram o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos.

A tripulação da Artemis 2 pode receber a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos, uma das maiores honrarias civis do país. O projeto foi apresentado no último dia 24 de junho para reconhecer o voo que levou quatro astronautas ao redor da Lua, em abril de 2026.
A proposta coloca a missão em uma categoria rara uma vez que, até hoje, apenas o astronauta John Glenn e a tripulação da Apollo 11 receberam essa medalha entre os astronautas norte-americanos.
Uma medalha para o retorno humano à Lua

De acordo com o collectSPACE, o projeto “Lei da Medalha de Ouro do Congresso da Artemis II” quer homenagear Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Os três primeiros são astronautas da NASA. Hansen integra a Agência Espacial Canadense.
A missão marcou o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos. A tripulação também alcançou 406.771 quilômetros de distância da Terra, um recorde.
Mark Kelly, senador pelo estado norte-americaco do Arizona e ex-astronauta da NASA, apresentou a proposta com Don Bacon, deputado pelo estado de Nebraska. A iniciativa tem apoio de parlamentares dos dois partidos e das duas casas do Congresso.
“Reid, Victor, Christina e Jeremy levaram a exploração espacial humana mais longe do que nunca”, afirmou Kelly.
Por que essa homenagem é importante
A Medalha de Ouro do Congresso divide espaço simbólico com a Medalha Presidencial da Liberdade. O Congresso usa a honraria para reconhecer pessoas e grupos com impacto duradouro na história e na vida nacional dos Estados Unidos.
No caso da Artemis 2, a medalha funcionaria como um marcador político e cultural. Ela não reconhece apenas um voo, mas reforça a volta da Lua ao centro da estratégia espacial dos Estados Unidos.
A missão também serviu como ensaio para etapas mais ambiciosas do programa Artemis. O objetivo do programa é sustentar a presença humana em torno da Lua e preparar tecnologias para missões futuras.
Recordes técnicos e simbólicos
O texto do projeto cita conquistas técnicas da tripulação. Entre elas estão as primeiras imagens lunares em alta definição e em tempo real feitas por dispositivos digitais usados pelos astronautas.
A Artemis 2 também realizou a primeira chamada de voz entre uma missão lunar e a Estação Espacial Internacional. O projeto trata esse contato como um marco de comunicação entre órbitas diferentes.
Esses detalhes importam porque a exploração espacial atual depende tanto do foguete quanto da infraestrutura digital. Imagem, comunicação, navegação e dados transformam uma missão em experiência científica e pública.
Uma tripulação com novos marcos
A proposta também destaca o perfil da tripulação. Victor Glover aparece como a primeira pessoa negra a viajar ao redor da Lua. Christina Koch aparece como a primeira mulher a cumprir esse trajeto.
Jeremy Hansen aparece como o primeiro canadense e o primeiro astronauta de fora dos Estados Unidos a viajar além da órbita baixa da Terra e ao redor da Lua.
A Artemis 2 não repetiu a Apollo, mas levou a exploração lunar para uma era com tripulações mais diversas, comunicação digital e cooperação internacional.
O que acontece agora
O projeto ainda precisa avançar no Congresso. Caso seja aprovado, a medalha terá a imagem dos quatro astronautas.
O texto também autoriza o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a produzir e vender cópias de bronze. O preço deverá cobrir os custos de produção.
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