NASA quer criar uma “internet” marciana
Agência abriu pedido de propostas para empresas ajudarem a criar uma rede de telecomunicações em Marte, essencial para futuras missões robóticas e humanas.

A NASA quer reforçar a comunicação entre a Terra e Marte antes da próxima década. A agência publicou na última semana um pedido de propostas para criar a Rede de Telecomunicações de Marte.
O projeto busca apoio da indústria para ampliar o envio de dados científicos, imagens em alta definição e informações críticas durante missões no planeta vermelho. A rede deverá operar em Marte até (no máximo) 2030.
Marte precisa de uma rede mais poderosa
Explorar Marte não depende apenas de foguetes, sondas e rovers. Também exige uma infraestrutura capaz de transportar dados por milhões de quilômetros.
Cada imagem, medição científica ou comando enviado para uma missão precisa passar por um sistema de comunicação confiável. Quando esse sistema ganha mais largura de banda, os cientistas conseguem receber mais dados e tomar decisões melhores.
Ou seja, a proposta da NASA mira um problema invisível para o público, mas central para a exploração espacial. Sem comunicação robusta, até uma missão bem-sucedida pode ficar limitada.
Orbitadores serão peças centrais
A nova rede usará orbitadores de telecomunicações de alto desempenho ao redor de Marte. Esses veículos funcionariam como antenas avançadas no espaço marciano.
Eles ajudariam missões na superfície, em órbita e, no futuro, operações humanas. Na prática, esses orbitadores fariam a ponte entre equipamentos em Marte e centros de controle na Terra.
Esse tipo de estrutura pode ganhar importância conforme Marte recebe missões mais complexas. Rovers, orbitadores científicos e eventuais astronautas precisarão trocar dados com rapidez e segurança.
Ciência também entra no pacote
As empresas terão 30 dias corridos, a partir da publicação, para responder ao pedido.
A chamada inclui espaço para uma carga científica. A Diretoria de Missões Científicas da NASA escolherá esse instrumento ou conjunto de instrumentos.
Isso mostra que a rede não servirá apenas como infraestrutura técnica. Ela também pode levar equipamentos voltados à pesquisa, ampliando o retorno científico da missão.
Da Lua a Marte
A Rede de Telecomunicações de Marte faz parte de uma arquitetura espacial maior da NASA. A ideia envolve estender serviços contínuos de rede para além da Terra, chegando à Lua e a Marte.
Se avançar como previsto, a rede pode se tornar uma espécie de espinha dorsal digital para Marte. E, em futuras missões, isso pode definir quanto a humanidade conseguirá ver, medir e entender no planeta vermelho.
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