Sonda da NASA flagra lua pouco conhecida de Júpiter

Sonda Juno registrou Tebe, uma das luas internas de Júpiter, durante passagem próxima feita em 1º de maio de 2026.

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Foto do satélite Tebe, de Júpiter, captada pela sonda Juno.
Foto do satélite Tebe, de Júpiter, captada pela sonda Juno. Imagem: NASA

A sonda Juno, da NASA, registrou uma nova imagem de Tebe, a segunda maior lua interna de Júpiter, durante uma passagem próxima em 1º de maio de 2026. A cena chama atenção porque mostra um mundo pequeno, distante e pouco familiar, localizado perto do sistema de anéis mais tênue do planeta gigante.

A nave capturou a imagem a cerca de 5.000 quilômetros de distância, com resolução aproximada de 3 quilômetros por pixel. Ou seja, cada ponto da imagem representa uma área de 3 quilômetros na superfície da lua.

Uma lua discreta perto dos anéis de Júpiter

Tebe não tem a fama de Io, Europa, Ganimedes e Calisto, as quatro grandes luas galileanas de Júpiter. Ainda assim, ela ocupa uma posição científica interessante porque fica na borda externa do fraco sistema de anéis do planeta.

A lua pode ajudar na formação do chamado anel “gossamer”, uma estrutura de poeira muito fina ao redor de Júpiter. A ideia é que partículas liberadas por Tebe alimentem parte desse material, como se a lua deixasse um rastro microscópico em sua vizinhança orbital.

Júpiter tem mais de 100 luas descobertas até agora. Dentro desse conjunto, Tebe aparece como a segunda maior entre as luas internas, que ficam mais próximas do planeta do que as luas galileanas.

Uma câmera feita para navegação virou ferramenta científica

A imagem não veio de uma câmera comum. Juno usou a SRU (sigla para Unidade de Referência Estelar). Esse instrumento identifica campos de estrelas para ajudar a nave a se orientar no espaço.

Na prática, ele funciona como um “olho de navegação” da espaçonave. Mas sua alta sensibilidade em ambientes de pouca luz também permite usos científicos.

A mesma SRU já ajudou a identificar “relâmpagos rasos” na atmosfera de Júpiter e também registrou o sistema de anéis do planeta. Agora, ela acrescenta Tebe à lista de alvos observados de perto.

Juno continua rendendo ciência após a missão principal

A missão Juno foi lançada em 2011 para viajar até Júpiter, entrar em órbita e estudar o maior planeta do Sistema Solar. Desde então, ela produziu imagens marcantes e dados importantes sobre o planeta e suas luas.

A nave já observou ciclones em Júpiter e erupções vulcânicas em Io. Depois de concluir sua missão principal em 2021, Juno continuou ativa em uma missão estendida, explorando o sistema joviano com mais profundidade.

Um retrato pequeno, mas valioso

Tebe foi descoberta em 1980 pela Voyager 1, durante sua passagem por Júpiter. Quase meio século depois, outra missão da NASA voltou a destacar essa lua discreta.

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Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor-chefe, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

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