Artemis II fez chamada espacial mais distante da história

Artemis II e ISS fizeram a chamada entre tripulações mais distante já registrada no espaço, separadas por 373.595 km.

Siga o Futuro Astrônomo no Google
Ao seguir a gente no Google por meio deste link, você indica que gostaria de ver mais conteúdo nosso nos resultados do Google Notícias.
Astronautas sorrindo em ambiente espacial.
Foto da tripulação da Artemis 2 a bordo da espaçonave Orion voltando para a Terra. Imagem: NASA

A tripulação da Artemis II e astronautas da ISS (Estação Espacial Internacional) realizaram no último dia 7 de abril de 2026 a chamada entre equipes mais distante já feita no espaço. O contato aconteceu enquanto a nave da missão lunar seguia a cerca de 373.595 km da Terra, numa conversa que uniu, ao mesmo tempo, recorde técnico e conversas sobre vista, rotina e comida.

Inicialmente, a NASA transmitiu a chamada ao vivo em áudio. Depois, a agência espacial divulgou uma versão em vídeo com ajustes para sincronizar som e imagem e retirar pausas. O encontro marcou a primeira conversa direta entre duas tripulações em naves tão distantes uma da outra. Assista:

O que os astronautas falaram

Mesmo tão longe, o tom foi de camaradagem. Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, resumiu o clima ao dizer que era divertido estar no espaço ao mesmo tempo que os colegas da ISS.

Jessica Meir, da NASA, respondeu com uma curiosidade que também vale para quem acompanha da Terra. Ela quis saber como a visão do planeta muda quando se observa a Terra a partir da região da Lua, e não da órbita baixa.

Christina Koch trouxe uma das respostas mais marcantes. Ela disse que, daquela nova perspectiva, percebeu não só a beleza da Terra, mas também a imensidão escura ao redor dela. Para a astronauta, isso reforçou como o planeta parece precioso e como os seres humanos compartilham a mesma base de vida.

A experiência da ISS ajuda até perto da Lua

Astronautas sorrindo na Estação Espacial
As equipes da ISS (na parte de cima) e a da Artemis 2 (na parte de baixo). Imagem: NASA

A conversa também mostrou que a rotina aprendida na estação segue útil muito além dela. Koch afirmou que quase tudo o que a equipe aprendeu na ISS ajuda na missão Artemis II.

Ela também citou tanto princípios de operação em ambientes arriscados quanto detalhes práticos do dia a dia. Entraram na lista tarefas como comer, lidar com água e se mover em microgravidade. Ou seja, a experiência acumulada na estação funciona como uma espécie de treinamento real para voos mais ambiciosos.

Victor Glover destacou outro desafio. Na Artemis II, a nave não conta com um módulo extra para separar atividades. Isso cria conflitos de espaço em quase tudo o que a tripulação faz e exige coordenação constante.

Humor, recorde e cardápio

A chamada também teve espaço para brincadeiras. Reid Wiseman relembrou o momento em que a Terra parecia crescer rapidamente na janela da nave durante uma manobra crucial. Segundo ele, Hansen brincou que parecia que a tripulação iria “bater” no planeta.

No fim, as equipes trocaram até informações sobre o cardápio. Na Artemis II, havia itens como frango agridoce, café Kona com creme, abóbora-manteiga e vagem apimentada. Na ISS, o menu incluía também vagem apimentada, bem como salada de manga.

Siga o Futuro Astrônomo no WhatsApp
Entre no canal do Futuro Astrônomo e receba em primeira mão as matérias, as melhores imagens, e alertas de eventos no céu. Conteúdo curto, link direto, sem enrolação. Tudo 100% grátis, sem notificações excessivas.

Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *