Hoje é o dia: veja onde assistir ao lançamento da Artemis 2 ao vivo
NASA entra na fase final da Artemis 2, missão que pode levar quatro astronautas ao redor da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.

A NASA iniciou a fase final da contagem regressiva para a Artemis 2, missão que pode lançar quatro astronautas nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, em um voo de quase 10 dias ao redor da Lua. O lançamento, previsto para 19h24 no horário de Brasília, marca a tentativa dos Estados Unidos de retomar missões tripuladas rumo ao ambiente lunar pela primeira vez em mais de meio século.
Se tudo sair como planejado, a decolagem acontecerá no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos EUA. O voo representa um passo decisivo no programa Artemis, criado para preparar o retorno de astronautas à superfície lunar antes da primeira tentativa tripulada da China.
Como assistir ao vivo
A NASA iniciará a cobertura ao vivo do lançamento pela internet a partir das 13h50, trazendo imagens ao vivo da plataforma de lançamento e dos astronautas, entrevistas com especialistas e exibição de vídeos previamente gravado. A transmissão pode ser acompanhada no link abaixo:
Um voo histórico com quatro astronautas
A tripulação da Artemis 2 reúne os astronautas da NASA Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman, além do canadense Jeremy Hansen. Eles chegaram à Flórida na última sexta-feira (27), vindos de Houston, e passaram por uma quarentena de duas semanas antes do lançamento.
Nesta quarta-feira, o grupo acordou cerca de nove horas antes da decolagem. A programação incluiu café da manhã, briefing meteorológico e preparativos finais antes da ida à plataforma à tarde.
A missão partirá da mesma região histórica de onde decolaram os astronautas do programa Apollo. Isso reforça o peso simbólico do momento. A diferença é que agora a viagem faz parte de uma nova corrida lunar, com metas de longo prazo.
O foguete e a cápsula passarão por um teste decisivo
A Artemis 2 usará o foguete SLS, de 98 metros de altura, com a cápsula Orion no topo, batizada de “Integrity”. Nesta manhã de quarta, a NASA começou a abastecer o estágio central do foguete com 733 mil galões de propelente super-resfriado, que alimenta os quatro motores RS-25.
Esses motores já impulsionaram o ônibus espacial por décadas. Agora, voltam ao centro da cena em uma missão bem mais ambiciosa. Ou seja, trata-se de uma combinação de herança tecnológica com um novo objetivo estratégico.
Durante o voo, os astronautas vão testar sistemas vitais da Orion, como suporte de vida, interfaces da tripulação e comunicações. Cerca de três horas após o lançamento, eles também assumirão o controle manual da nave para verificar sua direção e capacidade de manobra, caso os sistemas automáticos falhem.
A viagem pode quebrar um recorde humano no espaço
A trajetória da Artemis 2 prevê uma viagem de cerca de 406 mil quilômetros de distância da Terra. Esse número supera o recorde atual de distância percorrida por humanos no espaço, de cerca de 399 mil km, obtido pela Apollo 13 em 1970.
Nenhum ser humano deixou a órbita baixa da Terra desde a última missão Apollo, em 1972. Por isso, a Artemis 2 não representa só um retorno à Lua em termos simbólicos. Ela também recoloca astronautas em um tipo de missão que ficou paralisado por décadas.
A primeira missão Artemis, lançada em 2022 sem tripulação, já havia levado a Orion em um trajeto parecido. Agora, a diferença é que haverá pessoas a bordo.
Por que essa missão importa agora
A NASA considera a Artemis 2 uma etapa inicial crucial para futuras aterrissagens lunares. O plano da agência inclui uma presença de longo prazo no polo sul da Lua. Hoje, a meta é levar astronautas à superfície na Artemis 4 até 2028.
Vale lembrar que o cronograma mudou recentemente. A Artemis 3 seria a missão de pouso, mas o administrador da NASA, Jared Isaacman, acrescentou em fevereiro uma etapa extra de testes antes da descida lunar.
Também existe um fator geopolítico claro. A agência quer avançar antes da primeira aterrissagem tripulada chinesa, prevista para cerca de 2030. Assim, a Artemis 2 funciona como ensaio técnico, vitrine política e marco histórico ao mesmo tempo.
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