Foto mostra gelo derretendo em Marte

Registro feito pela Mars Reconnaissance Orbiter mostra gelo recuando e dunas em forma de crescente em Chasma Boreale, no polo norte marciano.

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Esta imagem da câmera HiRISE a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter da NASA mostra Chasma Borealis na calota de gelo norte de Marte.
Esta imagem da câmera HiRISE a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter da NASA mostra Chasma Borealis na calota de gelo norte de Marte. Imagem: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona

A primavera chegou no hemisfério Norte de Marte, e uma nova imagem mostra sinais desse ciclo em Chasma Boreale, um grande vale no polo norte do planeta. O registro, feito pela câmera HiRISE a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, revela gelo derretendo, dunas curvas e pistas sobre os ventos marcianos.

O flagrante chama atenção porque mostra um Marte menos estático do que muita gente imagina. Mesmo frio, seco e distante, o planeta também passa por mudanças sazonais que transformam sua superfície.

Um vale congelado no norte de Marte

Chasma Boreale fica na calota polar norte de Marte. A região reúne gelo, terreno árido e formações esculpidas pelo ambiente marciano.

Na nova imagem, o gelo aparece em processo de derretimento e recuo. Esse movimento acompanha a chegada da primavera.

O cenário fica a milhões de quilômetros da Terra. Ainda assim, ele mostra que a paisagem muda quando a estação muda.

Dunas contam a história do vento

Além do gelo, a imagem mostra dunas em forma de crescente espalhadas pela superfície. Elas funcionam quase como “setas naturais” desenhadas no solo.

A direção das pontas mais afiadas ajuda cientistas a interpretar o caminho dos ventos. Ou seja, mesmo sem sentir o ar marciano diretamente, é possível ler sua ação na geometria da paisagem.

Essas dunas também reforçam que Marte não guarda apenas marcas antigas. O planeta ainda apresenta processos ativos, capazes de alterar seu relevo ao longo do tempo.

A tecnologia por trás da imagem

A foto veio da HiRISE, sigla em inglês para Experimento científico de imagem de alta resolução. Trata-se de uma câmera instalada na Mars Reconnaissance Orbiter, sonda que observa Marte a partir da órbita.

Esse tipo de instrumento permite estudar detalhes da superfície com grande precisão. No caso de Chasma Boreale, a imagem ajuda a acompanhar como o gelo responde à mudança de estação.

Paredões de 1.400 metros

Chasma Boreale impressiona também pela escala. O vale tem paredes que chegam a 1.400 metros acima do piso plano.

Isso equivale a uma muralha natural maior do que muitos arranha-céus empilhados. Essa dimensão torna a paisagem marciana visualmente dramática e cientificamente valiosa.

Isso porque, mesmo em um mundo gelado, desolado e distante, a primavera deixa marcas. O gelo recua, o solo aparece e as dunas revelam a força do vento.

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Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

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