Lista de asteroides “assassinos de cidades” chega a 2.349
NASA e astrônomos já identificaram milhares de objetos próximos da Terra, mas nenhum deles tem impacto confirmado para os próximos 100 anos.

A lista de asteroides potencialmente perigosos chegou a 2.349 objetos em 5 de maio de 2026. O número faz parte do monitoramento de rochas espaciais próximas da Terra, feito por centros ligados à NASA e à União Astronômica Internacional.
O alerta não significa que um impacto esteja a caminho. Mas mostra o tamanho do trabalho necessário para vigiar objetos que cruzam a vizinhança orbital do planeta.
O que torna um asteroide perigoso?
A NASA classifica como objetos próximos da Terra aqueles que passam a até 50 milhões de quilômetros do nosso planeta. Dentro desse grupo, existe uma categoria mais delicada: os asteroides potencialmente perigosos.
Para entrar nessa lista, a rocha precisa ter mais de 140 metros de diâmetro e pode passar a até 7,48 milhões de quilômetros da Terra. Essa distância equivale a cerca de 20 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.
Parece longe, mas em escala astronômica isso representa um corredor relativamente próximo. É como vigiar caminhões enormes passando por uma rodovia cósmica perto da nossa casa.
Os chamados “assassinos de cidades”
Um asteroide com 140 metros já poderia causar danos amplos se atravessasse a atmosfera e atingisse uma região povoada. Por isso, objetos desse porte costumam receber o apelido de “assassinos de cidades”.
Alguns asteroides preocupam ainda mais. Rochas com mais de 1 quilômetro de diâmetro poderiam provocar efeitos globais. Esse grupo inclui os chamados “assassinos de planetas”, associados a impactos capazes de alterar o clima e a vida na Terra.
Quantos objetos a NASA acompanha?
De acordo com o SpaceWeather, o Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da NASA, registrava cerca de 41.600 objetos próximos da Terra. Desse total, 2.349 entravam na categoria de potencialmente perigosos.
Muitos desses corpos vieram do cinturão principal de asteroides, localizado entre Marte e Júpiter. Ao longo de milhões de anos, mudanças gravitacionais desviaram parte dessas rochas para órbitas mais próximas do nosso planeta.
Há risco nos próximos anos?
A NASA calculou as trajetórias dos asteroides perigosos conhecidos. Nenhum deles tem colisão confirmada com a Terra pelos próximos 100 anos.
Ainda assim, alguns farão passagens consideradas próximas. Por isso, astrônomos profissionais e amadores continuam rastreando pequenos pontos de luz que se movem contra o fundo escuro do espaço.
Telescópios em solo, como o Catalina Sky Survey, nos EUA, ajudam nessa busca. Observatórios no Havaí também contribuem. A antiga missão NEOWISE, da NASA, procurou asteroides a partir do espaço antes de sair de operação.
Como desviar uma ameaça real?
De acordo com o Live Science, a defesa planetária aposta em mudar a rota do asteroide, não em explodi-lo. Uma opção seria usar uma nave como “trator gravitacional”, puxando lentamente a rocha para outra trajetória.
Outra possibilidade envolveria uma explosão nuclear perto do objeto, sem atingi-lo diretamente. Mas o método mais realista hoje usa impacto cinético.
Foi isso que a missão DART testou em setembro de 2022. A nave da NASA atingiu o asteroide Dimorphos a 23.400 km/h e mudou sua órbita em 32 minutos.
O teste mostrou que a humanidade já tem uma ferramenta inicial contra esse tipo de ameaça. Mas ela exige anos de planejamento, cálculos precisos e conhecimento detalhado da órbita do alvo.
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