Foguete da SpaceX pode bater na Lua ainda neste ano

Estágio superior de um Falcon 9 deve atingir a região da cratera Einstein em 5 de agosto, sem risco para objetos humanos na superfície lunar.

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Foto do lançamento do foguete Falcon 9 em 15 de janeiro de 2025.
Foto do lançamento do foguete Falcon 9 em 15 de janeiro de 2025. Imagem: SpaceX

Um estágio superior de um foguete Falcon 9 deve atingir a Lua no próximo dia 5 de agosto, mais precisamente às 3h44 da manhã, no horário de Brasília.

Astrônomos afirmam que o objeto deve bater provavelmente no lado visível da Lua. O caso chama atenção porque antecipa um problema real para a futura exploração lunar: o destino do lixo espacial enviado para lá.

Um pedaço grande de foguete

O objeto mede 13,8 metros de altura e 3,7 metros de diâmetro. Ele corresponde ao estágio superior usado em um lançamento feito em 15 de janeiro de 2025.

Esse Falcon 9 levou dois módulos lunares: o Blue Ghost, da Firefly, e o Hakuto-R, da ispace. Depois da separação, astrônomos acompanharam os dois módulos, a carenagem e o estágio superior.

Os dois módulos chegaram à Lua, mas apenas o Blue Ghost tocou o solo lunar com sucesso. Já a carenagem voltou à atmosfera da Terra.

Reveja a transmissão de lançamento:

Velocidade de impacto será extrema

Ao Ars Technica, Bill Gray, criador do software Project Pluto, estima que o objeto fabricado pela SpaceX atingirá a Lua a uma velocidade de 2,43 km por segundo.

A velocidade corresponde a aproximadamente sete vezes a velocidade do som. Como a Lua não tem atmosfera, o estágio superior não vai se desintegrar antes do impacto.

O choque deve ocorrer perto ou dentro da cratera Einstein. A batida deve abrir uma pequena cratera, mas não deve causar danos relevantes.

Dá para ver da Terra?

A Lua estará visível em grande parte da América do Sul, incluindo no Brasil. Mesmo assim, Gray acredita que o impacto provavelmente será fraco demais para telescópios terrestres.

Isso transforma o evento em algo mais importante para rastreamento espacial do que para observação visual. Não será uma “explosão lunar” fácil de acompanhar do quintal.

Por que esse caso importa

O impacto não oferece risco para nada na Lua. O local não tem objetos humanos pousados nas proximidades.

Ainda assim, o episódio funciona como aviso. NASA e China planejam bases semipermanentes perto do polo sul lunar.

Com mais missões, foguetes devem levar rovers, suprimentos, habitats e equipamentos de comunicação. Esse tráfego pode crescer cerca de dez vezes.

A solução apontada envolve planejamento extra e uso de um pouco de combustível. Empresas poderiam enviar estágios para órbitas de descarte ao redor do Sol, longe da Terra e da Lua.

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Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor-chefe, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

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