Por que uma cratera emocionou a tripulação da Artemis 2?
Artemis 2 mostrou que a exploração espacial também carrega luto, afeto e memória humana.

A Artemis 2 viveu um de seus momentos mais marcantes na última segunda-feira, 6 de abril. No sexto dia da missão, a tripulação atingiu 406.771 km de distância da Terra, superou um recorde histórico da Apollo 13 e, no mesmo instante, fez uma homenagem que levou astronautas às lágrimas.
O grupo decidiu dar a uma das crateras recém-descobertas da Lua o nome de Carroll, esposa do comandante Reid Wiseman, que morreu de câncer em 2020.
A homenagem que mudou o clima da missão

A Artemis 2 já havia entrado para a história em 1º de abril como a primeira missão tripulada à Lua em mais de cinco décadas. Agora, a tripulação aproveitou esse momento para nomear uma das duas crateras lunares recém-descobertas. A escolha não teve relação com tecnologia, geologia ou navegação. Teve relação com memória.
O astronauta canadense Jeremy Hansen explicou ao controle da missão que a família de astronautas havia perdido uma pessoa muito querida durante essa jornada de anos. Em seguida, ele citou Carroll, esposa de Reid e mãe de Katie e Ellie, e propôs que um novo ponto brilhante na Lua recebesse esse nome.
“E então nós perdemos uma pessoa amada, o nome dela era Carroll, a esposa de Reid, a mãe de Katie e Ellie”, disse Hansen. “E é um ponto brilhante na Lua que nós gostaríamos de chamá-lo de Carroll.”
A fala mexeu com a cabine. Wiseman abraçou Hansen, e a tripulação se emocionou.

Nome ainda é provisório
Além da cratera Carroll, a tripulação descreveu outra pequena cratera sem nome na superfície lunar, e decidiu batizá-la de Integrity, em homenagem ao nome da nave da missão Artemis 2.
De acordo com a NASA, assim que a missão estiver concluída, as propostas de nomes de crateras serão formalmente submetidas à União Astronômica Internacional, a organização que governa a nomeação de corpos celestes e suas características de superfície, para aprovação.
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