Artemis 2: missão da NASA à Lua depende da Europa

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Ilustração da espaçonave Orion próximo da Lua.
Ilustração da espaçonave Orion próximo da Lua. Imagem: NASA

A Artemis 2 já entrou para a história. A missão decolou em 1º de abril de 2026, com quatro astronautas a bordo da Orion e recolocou humanos no caminho da Lua após mais de 50 anos. Apesar de parecer um grande feito exclusivo dos EUA, no centro dessa viagem está um componente europeu fundamental que fornece energia, propulsão, ar e água para a tripulação.

O componente europeu que mantém a missão viva

A peça central da contribuição da Europa é o Módulo de Serviço Europeu, da ESA (Agência Espacial Europeia), que está localizado logo abaixo da Orion.

Ele funciona como a parte que sustenta a Orion durante a viagem. É ele que fornece eletricidade, controla a temperatura da nave e ajuda a realizar as manobras no espaço.

Na prática, o módulo atua como uma espécie de “casa de máquinas” da missão. Sem ele, a cápsula tripulada não teria os recursos básicos para levar astronautas até a vizinhança da Lua e trazê-los de volta em segurança.

Ilustração do Módulo de Serviço Europeu acoplado à Orion.
Ilustração do Módulo de Serviço Europeu acoplado à Orion. Imagem: ESA

Como esse sistema empurra a Orion no espaço

O módulo tem três tipos de motores. Cada grupo cumpre uma função diferente durante a missão.

Um motor principal realiza as grandes mudanças de velocidade que colocam a Orion no rumo da Lua. O sistema ainda conta com oito motores auxiliares. Eles fazem correções orbitais e podem servir de apoio, caso o motor principal precise de reforço.

Além disso, há 24 pequenos motores de controle de reação. Eles ficam distribuídos em seis conjuntos. Esses propulsores giram e orientam a nave com precisão. Ou seja, ajudam a ajustar a posição da Orion quase como pequenos impulsos calculados, essenciais para uma viagem desse porte.

Uma missão lunar com assinatura internacional

A Artemis 2 levará os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do astronauta da agência espacial canadense Jeremy Hansen. A missão fará um sobrevoo lunar de 10 dias.

No fim da jornada, a cápsula Orion deverá pousar no Oceano Pacífico, perto da costa da Califórnia. Pouco antes disso, o Módulo de Serviço Europeu vai se separar da nave e se destruir de forma segura na atmosfera.

Embora nenhum astronauta da ESA esteja neste voo, a Europa participa de forma direta e estratégica. O módulo foi montado pela Airbus em Bremen, na Alemanha, com contribuições de 13 países-membros da ESA, 20 contratantes principais e mais de 100 fornecedores europeus.

Equipes europeias também acompanharão a missão sem parar. O suporte técnico ocorrerá a partir do centro ESTEC, na Holanda, do Centro Europeu de Astronautas, na Alemanha, além do do Centro Espacial Johnson, nos EUa.

Para a ESA, a Artemis 2 confirma que a cooperação internacional segue como motor central da exploração espacial.

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Sobre o Autor

Hemerson Brandão
Hemerson Brandão

Hemerson é editor, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.

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